SOBRE QUELUZ

Queluz

É uma Freguesia Portuguesa do Concelho de Sintra, com 3,6 km² de área e 27 916 habitantes (2001).

Densidade: 9.526,6 hab/km².

Foi elevada a Cidade em 24 de Julho de 1997, compreendendo esta, para além da Freguesia que lhe dá o nome e onde tem a sua sede, as de Massamá e Monte Abraão, que dela se separaram administrativamente em 12 de Julho de 1997. 

Tem por orago São Pedro.

Foi o local de nascimento de D. Pedro I, proclamador da independência Brasileira.

 

Património

  • Palácio Nacional de Queluz e Jardins
  • Antas de Belas ou Anta do Monte Abraão ou Anta da Estria ou Anta do Senhor da Serra ou Anta da Pedra dos Mouros ou Pedra dos Mouros
  • Palacete Pombal ou Palacete dos Condes de Almeida Araújo, Pavilhão das Cocheiras e Jardim anexo
  • Torre do Relógio (Queluz) (Largo do Palácio Nacional de Queluz)
  • Quinta Nova da Assunção
  • Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados (Concelho de Sintra: Freguesias de Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém e Queluz)

 

Brasão da Cidade de Queluz               Brasão da Freguesia de Queluz

                        

Armas - Escudo de prata, amendoeira de verde, troncada e arrancada de negro, frutada de ouro, entre dois crescentes de vermelho, o da dextra volvido e o da sinistra voltado; em chefe, três escudetes de azul, postos em faixa, carregados cada um de cinco besantes de prata; em ponta, três faixetas ondadas de azul. Coroa mural de prata de cinco torres que representa o estatuto de cidade da localidade. 

Listel branco com a legenda a negro: “CIDADE DE QUELUZ“.

 

Simbologia

A amendoeira - provém da origem etimológica de Queluz, assente nos vocábulos árabes " Qa Al Luz", que significam " Vale da Amendoeira ". Este vale ainda persiste e pode ser apreciado junto ao parque que liga o Aqueduto das Águas Livres ao Palácio de Queluz, contíguo ao rio Jamor.

Os dois crescentes de prata - Significam os dois povoados moçarábicos; Queluz e Massamá, sendo que faz menção à permanência muçulmana na região.

As três quinas - É a referência à presença da Família Real, que mandou construir no século XVIII um palácio nesta localidade, simbolizando a ascensão e a grandeza de Queluz.

Campanha ondada de prata e azul - É uma referência aos cursos de água do rio Jamor que atravessam a cidade.

Escudo de prata - Simboliza a humildade e riqueza dos naturais da terra.

 

O Palácio Real de Queluz (também referenciado como Palácio Nacional) 

Situa-se no Concelho de Sintra. 

Deve-se a D. Pedro III a iniciativa da construção, do século XVII, em que trabalharam os arquitectos portugueses Mateus Vicente de Oliveira e Manuel Caetano de Sousa, e o arquitecto-escultor Francês João Baptista Robillon. As obras começaram em 1755. 

No teatro real deste palácio interveio o arquitecto I. de Oliveira Benevides, vindo essa sala a ser inaugurada em 17 de Dezembro de 1778 (1º aniversário da coroação da Rainha).

Destaca-se, para além do valor arquitectónico e patrimonial, a beleza dos jardins e larga extensão de mata que o cerca.

Foi residência sazonal real e hoje tem vocação turístico-cultural. Os traços arquitectónicos salientam os estilos barroco, rococó e neoclássico. 

A planta apresenta-se complexa, pois corresponde à aglutinação de vários núcleos e a fases distintas de construção. Porém, pode-se dizer que o palácio se organiza genericamente em L, enquadrando os jardins por meio de várias alas.

Do lado externo, o palácio abre dois braços curvos. No lado dos jardins, é visível a articulação das várias fachadas de aparato, nomeadamente a que enquadra o Jardim de Neptuno ou Jardim Grande. No piso térreo, merece destaque o corpo central de dois andares, firmado por portas e janelas de sacada. A fachada de cerimónia virada ao Jardim dos Azereiros ou Jardim de Malta, é constituída por três corpos

     

    

O desnível entre os jardins e o parque perde relevo perante a sequência de terraços e galeria porticada por pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria. 

No interior, a organização dos compartimentos processa-se em linha. 

A decoração de algumas salas é digna de realce, sendo constituída por pintura a fresco (Sala das Açafatas), revestimento a espelhos, estuque e talha dourada (Toucador da Rainha, Sala do Trono), parquet de madeiras exóticas (Sala D. Quixote) ou azulejos (Corredor das Mangas). Os jardins são ornamentados por estátuas.

A chamada Quinta de Queluz, que anteriormente pertenceu ao Marquês de Castelo Rodrigo, passou para posse real em 1654 e foi incorporada na Casa do Infantado

O palácio começou a ser construído em 1747. Daí até finais do século XVIII o edifício ganhou os contornos que apresenta hoje, nomeadamente com o marcado revestimento azulejar e a construção de sumptuosos jardins, a cargo de um arquitecto holandês.

 No jardim chegou a existir uma pequena praça de touros, que viria a desaparecer.

A primeira fase de construção do jardim terminou em 1786. 

Oito anos depois, o palácio tornou-se oficialmente residência oficial da Família Real Portuguesa. 

Nele nasceu D. Pedro IV de Portugal (ou D. Pedro I do Brasil), em 12 de Outubro de 1798. 

Quando da partida dos reis para o Brasil, em 1807, grande parte do recheio do palácio foi despojado. Em 24 de Setembro de 1834, já como rei de Portugal, Pedro IV viria a falecer no mesmo quarto em que nascera. A partir desta data entrou em declínio, até que em 1908 o rei D. Manuel II o cedia à Fazenda Nacional.

No ano de 1934 seria este palácio vítima de um violento incêndio que o destruiria parcialmente, entrando novamente em fase descendente. A 19 de Dezembro de 2001 reabriu ao público a Sala de Música com um recital de Christiano Holtz, no restaurado Pianoforte Muzio Clementi, pertencente à colecção de instrumentos musicais do Palácio de Queluz.

O palácio foi classificado como Monumento Nacional em 1910.


 Nota: Este trabalho foi solicitado e aceite fazer por Daniela Jacinto (11 anos) e teve como base de pesquisa a internet e  wikipedia.  (07.2007)